Vitruviano

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Pesquisa

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Posso ser seu amigo???



Há pouco escutei de um grande amigo, aqueles da mais tenra infância: “Larga o Orkut e entra no Face”, no que respondi: “ORKUT já da um trabalho ”danado”, raramente o uso e não tenho condições de criar e gerir mais um perfil em sites de relacionamento.” No que replicou: “Você ta afastado... Entra no mundo!!” Foi a partir daí que o dialogo se aproxima da filosofia a qual repouso em seu leito como seu mais fiel amante. Inquietou-me...

“O convite foi para entrar em qual mundo?? Afastado de que??”

De fato vivemos em um mundo onde as pessoas, cada vez mais, se apresentam de forma carente, exibindo relacionamentos supérfluos e com grande necessidade de exposição.

No que tange à carência, este sentimento se apresenta de forma clara, mas ao mesmo tempo mascarado com uma grande sutileza. E a carência é tão carente que ela sempre se mostra acompanhada e de mão dada com sua super irmã “exposição”.

É preciso que a pessoa seja notada mesmo que através do TWITTER com frases do tipo: “Oi pessoal, acabei de acordar e estou escovando os dentes”- ... que informação mais desnecessária...Sim desnecessária, mas ainda assim existem outras que além de totalmente descartáveis são deselegantes. Imaginem: “Oi pessoal, acabei de acordar e estou fazendo meu exercício intestinal”. Certeza que não me surpreenderia com frases desse tipo.

Cresci ouvindo e aprendi com a experiência que amigos nós temos pouquíssimos. Sim, mas de repente minha afirmação pode parecer estranha aos ouvidos dos mais tecnológicos, uma vez que para se ter um amigo hoje basta enviar um convite de alcunha “add” e clicar em aceitar. São bons amigos para esse mundo. Volta a pergunta inicial... Que mundo???? Respondo que são bons amigos para um mundo onde as pessoas perderam a habilidade de se relacionar e na maior parte só a fazem virtualmente.

Reflitam AMIGOS em uma situação hipotética: Imaginem que ao andar no centro de Belo Horizonte, te aborde uma pessoa e te pergunta: “Posso ser seu amigo??”. Estranho né... Se você é uma mulher e fosse um homem a te abordar provavelmente você pensaria que se trata de uma cantada, ou que daí vem um convite para participar de um filme pornográfico. Isso se o homem for do tipo atraente e isso se você for uma mulher bonita e tiver um “corpão” , pois nesse mundo também imperam padrões estereotipados de beleza. Se você for uma mulher e te aborda um homem, nem tão atraente que o do exemplo anterior, provavelmente você acharia que se trata de um assalto. Se você ainda é uma mulher e te aborda uma outra, teria espaço na sua imaginação, que poderia tratar-se de um seqüestro e que você deveria se livrar daquela situação o mais rápido possível para não acordar, depois de três dias, dentro de uma banheira cheia de gelo e sem um rim ou uma córnea. Ahhhh, mas rins e córneas nós temos aos pares , não é? Qual o problema de perder um?

No exemplo anterior e se você é um homem e te aborda outro homem logo se pode imaginar que se trata de um homossexual carente em busca de prazeres desse mundo e se é uma mulher que te aborda logo você pode pensar que é alguém te oferecendo prazeres desse mundo em troca de dinheiro. Mas não estranhamos quando um “estranho” nos convida para ser amigo no FACE (e assim que se fala, não é?)e tão prontamente aceitamos o convite.

Acho que esse mundo é o mundo da desconfiança... dos relacionamentos virtuais. Se juntar com a carência, com o supérfluo e com a super exposição, começo a responder a primeira questão.

Finalizando gostaria de colocar meu ponto de vista que o problema não é a internet, mas sim o uso que se faz dela. O problema não são os sites de relacionamento, mas eles contribuem para que nos comportemos cada vez mais de forma esquizofrênica.

Então meus amigos não me entendam mal e não pensem que tenho más intenções quando lhes perguntar pessoalmente “se posso te seguir”.

Você já pensou no quão estranha é a sua vida "REAL"?



sexta-feira, 22 de julho de 2011

Comportamentalizando a Percepção

"Certa vez, quando tinha seis anos, vi num livro sobre a Floresta Virgem, "Histórias Vividas", uma imponente gravura. Representava ela uma jibóia que engolia uma fera. Eis a cópia do desenho.



Dizia o livro: "As jibóias engolem, sem mastigar, a presa inteira. Em seguida, não podem mover-se e dormem os seis meses da digestão."
Refleti muito então sobre as aventuras da selva, e fiz, com lápis de cor, o meu primeiro desenho. Meu desenho número 1 era assim:
Mostrei minha obra-prima às pessoas grandes e perguntei se o meu desenho lhes fazia medo.
Responderam-me: "Por que é que um chapéu faria medo?"
Meu desenho não representava um chapéu. Representava uma jibóia digerindo um elefante. Desenhei então o interior da jibóia, a fim de que as pessoas grandes pudessem compreender. Elas têm sempre necessidade de explicações".



Começo esse texto com um trecho do livro O Pequeno Principe que mostra como o infante viajante das estrelas se frustrou diante da percepção das pessoas grandes.

O que justifica tal começo é justamente porque o que quero falar é sobre a percepção,

Para o entendimento, duas coisas se fazem necessarias:
1º- Aceitar o pressuposto que pessoas tem percepções diferentes e;
2º- Que percepção é um comportamento como qualquer outro e não uma entidade mística e esoterica da qual só os grandes iniciados poderiam fazer bom uso dessa faculdade.


Diante da concordância dos dois enunciados ficará mais fácil para o leitor aceitar os pontos de vista aqui expostos. Mas ainda assim, para que a leitura seja confortável logo de início tentarei aprofundar mais sobre os dois enunciados propostos.

Partindo do entendimento da análise do comportamento e evitando intelectualizar ou teorizar muito o discurso para evitar assim que a compreensão se torne uma capacidade dos especialistas, sintetizarei o conceito de comportamento como - a relação que as pessoas estabelecem com o meio ambiente. Assim sendo, se percebemos algo é porque sem dúvida alguma, algo no meio ambiente tornou o comportamento de perceber importante naquele momento.

Mas porque as pessoas percebem de forma diferente mesmo que muitas das vezes vivem "nos mesmos ambientes" .

Podemos dizer que existem três formas de seleção e variação que ifluenciam no modo como as pessoas se comportam.

Um primeiro aspecto é a FILOGÊNESE. Nesse tipo de análise estamos tratando da história das espécies, na qual genes mais funcionais e adaptativos foram selecionados e trasnmitidos aos descendentes. Para aqueles que tiveram contato com as aulas de ciência do ensino médio, recordarão o exemplo dado de porque as girafas, que antes tinham pescoços curtos, hoje tem pescoços longos.





Com o passar do tempo e de forma paulatina os alimentos no solo foram diminuindo enquanto a população de girafas crescia. Diante disso fazia-se necessário que a natureza "fizesse suas artimanhas" para que a espécie não se extinguisse da face da terra. O que segue é que as girafas com os pecoços maiores podiam alcançar alimentos em locais onde seria impossível para aquela de pescoços menores. As que sobreviviam, por serem mais funcionais e adaptadas (repito esses dois termos propositalmente) transmitiam seus genes aos seus filhotes e assim sob o julgo de Cronos a população de girafas foi aumentando os pescoços.





Fica claro que ocorreu uma seleção genética. Filogeneticamente também, foram selecionados algumas característica nos seres humanos tais como, formato dos dentes, posição dos olhos em relação ao corpo, o Antropomorfismo - bipedismo, a complexidade neurobiológica, dentre outras. Toda essa evolução influência em muito como o ser humano percebe hoje em dia. A visão estereoscópica por exemplo, com as órbitas frontais permitem uma visão binocular, pelo menos em grande parte do campo de visão, o que favorece a percepção de profundidade e o cálculo de distâncias, para uma movimentação mais segura.

Muito melhor que esse que vos ecreve, pode tornar claro o entendimento Charles Darwim com sua teória de evolução das espécies.





O segundo aspecto é a ONTOGÊNESE que se refere à história particular dos indivíduos.
Pessoas apresentam uma infinidade de repertórios comportamentais diferentes, mesmo que convivam em um mesmo ambiente ou mesmo que tenham genes paracidos, como no caso de gêmeos univitelineos.
Uma criança que colocou o dedo em uma tomada e levou um choque elétrico terá uma experiência diferente diante de uma criança que aprendeu que colocar o dedo na tomada pode produzir um efeito aversivo doloroso. Provavelmente ambas não colocarão os dedos nas tomadas muito embora esse comportamento se instalou de maneiras diferentes.
Há pessoas que passam ao lado de um morador de rua em situação de grande vulnerabilidade social e pessoal e não o percebem, assim como existem outras que se horrorizariam com a situação. As pessoas tem percepções diferentes em função de sua história de vida, como ideológias, trabalhos desempenhados etc. Os Franciscanos, assim como certos funcionários públicos, prestam, mesmo que algumas vezes de forma diferente, assistência a tais moradores de rua. Assim sendo, é muito mais fácil uma pessoa com essas características perceberem a fragilidade que o desabrigado se encontra. Ainda assim as percepções podem ser diferentes. Talvez um fiel percebe a situação desumana a que o indivíduo esta submetido. Agentes públicos com histórias de vida diferentes e formações diferentes, podem perceber nuances diferentes diante da mesma pessoa e no mesmo momento. Um psicologo poderia se atentar para o discurso do morador de rua e não perceber a fragilidade das unhas ou diferença no tom de pele da pessoa, facilmente percebida por um médico.
Se dois irmãos gêmeos univitelineos, ou seja. que tiveram transmitidos os mesmos gens e que muitas das vezes tiveram a mesma educação dos pais, forem expostos a contingências diferentes, responderão de forma particular e provavelmente terão escolhas e percepções diferentes. Novamente aqui vemos a relação do homem com o ambiente circundante.

A terceira análise a ser feita é em relação à cultura, onde práticas são selecionadas e ou eliminadas.

Nos dias atuais e levando em consideração o Brasil, pode-se facilmente, se colocarmos de forma atenta, perceber como a cultura altera certas práticas que outrora não nos atentavamos.


Há pouco fui a um apeça teatral com meu filho onde era representada a história da Chapeuzinho Vermelho. Algumas modificações fizeram-se necessárias para que a exibição se ajustasse a certas normas sociais hoje vigentes.

A chapeuzinho vermelho não levava doces para a vovózinha e sim frutas; o lobo mau não queria comer a vovó o que hoje nos soa como uma tragédia (imaginem um lobo se alimentando de uma idoso. Certamente notícia de capa de jornais em todo o país denunciando a negligência perante os idosos ) e sim as frutas que a nete transportava; e por último o comportamento do caçador de matar o lobo, tanto evacionado e aplaudido no clássico original, hoje já não é mais aceito.





De vinte anos até a atualidade,muitas coisas mudaram o que influenciou diretamente as práticas culturais hoje vigentes. Se questionarmos o autor da peça teatral infantil, não resta dúvida que o relato das modificações feitas se dá em função de hoje ser culturalmente aceito que os açucares e os doces trazem prejuízos a saúde e que uma alimentação balanceada, com uma dieta de frurtas por exemplo, pode ser muito benéfica. Uma maior atenção ao idoso, o que possibilitou a pouquissímo tempo a criação de um estatuto que resguarde os direitos dessas pessoas, tornou politicamente incorreto veicular uma história infantil onde um lobo queria comer uma mulher em idade avançada e a partir de campanhas e leis ambientais de proteção aos animais hoje não seria bem vinda a idéia de um caçador matando indiscriminadamente um animal.

Hoje também, existe uma nova versão da cantiga "Atirei o pau no gato", onde prevalesse o cuidado que devemos ter com os animais ao invés da violência da versão original.

Podemos perceber novamente como os comportamentos são selecionados a partir da interação ambiental.

Mulheres grávidas relatam que de uma hora para a outra começas a perceber grávidas onde vão e que tem a impressão que o número de grávidez aumetou muito. Se fizermos um censo de saúde pública fica claro que não foi o número de gravidas que aumentou e através da análise do comportamento podemos chegar a conclusão que foi a pessoa que em função das contingências, passou a atentar para certos eventos que antes não lhes eram significativos e os quais não tinham a atenção direcionada.

Dessa forma concluimos que o comportamento de perceber esta intimamente relacionado com a interação entre aquele que percebe e o seu meio ambiente.

Que a filogênese, através da seleção das espécies, proporcionou a transmissão de genes que afetam como hoje percebemos as coisas; que a ontogênese, através da seleção dos comportamentos fazem com que um indivíduo perceba determinada coisa e que outro vai perceber outras diferentes e que tal fato se dá em função da história de vida individual e que finalmente a cultura seleciona as práticas executadas pela sociedade.

Talvez se o pequeno princípe fizesse uma análise minuciosa da situação não ficaria tão indignado com a percepção das pessoas grandes. Talvez aquele que julgou a sua cobra com um elefante no venre como um chapéu fosse um chapeleiro. Talvez se mostrasse o mesmo desenho para um biológo ou um zootecnista ficaria impressionado e surpreso como é bela a percepção das pessoas grandes. Talvez...


Rio de Janeiro, 22 de julho de 2011- 04:03 am.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O processo eleitoral no Brasil


Dia desses, na época do primeiro turno da eleição, e por ser desde a mais tenra infância apaixonado por aviação, estava a contemplar um avião em pleno vôo. Com certeza um daqueles destinados a transportarem passageiros e com capacidade para transpor continentes.

Além de psicólogo, sou piloto frustrado, pois não tive as condições necessárias para completar o meu curso de piloto privado.

Ao ver o avião imaginei o tanto que aqueles camaradas que conduziam a aeronave tinham estudado para aquilo. Passaram pela etapa das provas, dos exames médicos e psicotécnicos. Fizeram a checagem para a carreira de piloto privado, piloto comercial, piloto de linhas aéreas, dentre outros cursos como navegação por instrumentos e ou instrutor de vôo.

Tem que ser bom e empenhado para pilotar um negócio daqueles. Tem que ter a manha para, como dizem nós mineiros, dirigir um trem daqueles.

O fato é que fiquei me perguntando se existiria algum louco para, em uma viagem de avião, sugerir o uso do voto para eleger quem pilotaria a máquina.

Imagina a situação. 200 passageiros em um vôo curto, de Confins/MG para Brasília/DF elegendo dentre os passageiros quem seria o piloto. As “gostosas” poderiam ser eleitas assim como os carismáticos ou os humoristas. Os músicos poderiam também ser os contemplados assim como os jogadores de futebol.

Estabeleceu-se a tragédia. Sem dúvida nenhuma a manchete dos próximos jornais anunciariam a queda de mais um avião no Brasil.

Na verdade quem tem que “governar” a máquina DEVEM SER AQUELES PREPARADOS E CAPACITADOS PARA TAL EMPREITADA.

Como pode um Tiririca (e sem fazer juízo de valor, mas sim de competência) ser o deputado federal mais votado de todos os tempos? Não por ser um palhaço, e no melhor significado da palavra, mas por frases como: “Pior do que ta não fica”, “de concreto só cimento”, “Vote em mim que a gente descobre junto o que faz um deputado”. É claro que também não sou ingênuo para desconsiderar a jogada política de lançar um “cabra” desses como candidato. Mas esse é assunto para uma próxima oportunidade e se a paciência assim me permitir.

Mulher Pêra, desconhecendo totalmente a proposta da diminuição da maioridade penal, amplamente discutida por intelectuais de diversas áreas, vem com a conversa de emancipar adolescentes a partir de 16 anos para que estes possam responder criminalmente por seus atos e com essa idade fazer uso dos motéis. Em que país vive essa mulher? Desconhece por acaso a realidade da exploração sexual, gravidez na adolescência e pedofilia que acometem o BBRRAASSIIIIIIIILLLLLLLLLLLL ?????


Que vergonha!!!! Que indignação!!!

Que povo é esse meu DEUS??? ( Novamente aqui também não sou ingênuo a ponto de não poder refletir sobre essa questão, sobre o processo de alienação, sobre a manipulação das massas, sobre a não promoção da “educação”, sobre o controle, etc).




Há pouco, em um outro momento eleitoral, um candidato à Prefeitura da "Capital" veio com a proposta de que iria governar junto com o povo. DISCORDO!!!! Tem que governar junto não. Tem que governar PARA o povo. Sem dúvida nenhuma que quem governa deve escutar e estar próximo dos seus governados. Sem dúvida que o modelo do Orçamento Participativo é uma das pérolas da democracia, mas o governante tem que estar em uma posição diferente da dos seus eleitores.

Imaginem agora uma ovelha guiando a outra. Boa coisa não vai dar, como já diziam as mulheres da família Franca. Quem as tem que guiar é o PASTOR ou seus cães muito bem treinados e que nasceram e logo foram preparados para essa função. Faz-se necessário um especialista para tal tarefa. Aqui também o piloto de linhas aéreas não teria muita serventia em meio aos berros histéricos das ovelhinhas.

Como dizia Platão na república e para que todos entendam claramente: “cada um no seu quadrado!!!”. Há que se considerar as vocações. Um sapateiro dessa forma é tão importante como um médico, pois se o primeiro falta o segundo anda descalço e se o segundo é quem se ausenta o sapateiro pode padecer e vir a falecer.

Anuncia-se uma grande “tragédia”.

Que país é esse?? Respondo de uma forma sem o qualificativo dado quando a pergunta é feita por aquela Legião Urbana. É o BRASIL!!!

O descobrimento do Planeta Índigo


10.500 do nosso tempo. Já não existe mais o verde de outrora e este só é contemplado pelos livros eletrônicos, pois também os papéis são preciosidades de um passado distante.


A população mundial também já não é tão numerosa, uma vez que os conflitos nucleares, os desastres naturais, a escassez de alimentos somados com a esterilidade provocada pela exposição da radiação solar provocaram, de forma imperativa, um “inesperado” controle de natalidade.

A lua, antigo satélite natural do planeta, só é lembrada nas palavras dos filósofos de dos românticos, pois a ação do Deus khrónos fez com que ela murchasse e foi preciso somente um choque de um asteróide de porte médio para que ela desaparecesse.

As pessoas sobrevivem através do trabalho em módulos industriais que tem como objetivo transformar a água salobra do mar em água potável. Sim, o mar ainda é azul!!!

Eis que surgem pelos céus os “salvadores”. Em objetos voadores nunca vistos antes e talvez só imaginados na cabeça dos mais loucos, chegam trazendo as BOAS NOVAS.



Seres bizarros, mas ainda assim à nossa semelhança. Corpos altos e robustos com vestimentas estranhas compostas com uma série de geringonças das quais só serviam, aos nossos olhos, para excitar os mais curiosos.

Chegam como amigos. Presenteiam-nos. Causam vislumbre e veneração... Seriam os Deuses??? Não, eles teem o seu próprio Deus e deste falam muito. Não aprenderam nossa língua. Fizeram-no aprender a sua.

Desconsideraram as nossas CRENÇAS, independente se as Cristãs, as Budistas, as Islâmicas ou Mulçumanas. Já não são mais tão amigos. Para que sigamos o seu Deus não poupam esforços! Aqueles bravos e destemidos que resistem tem o mesmo fim dos bravos da antiguidade como Sócrates, Giordano Bruno, Joana D’Arc. Willian Wallace e outros que já não sabemos se foram reais ou se são apenas mitos.

Abusam de nossas mulheres e de nossas filhas. Dos homens da Terra fazem escravos. Dos sábios e sacerdotes fazem exemplos do que não fazer. Tomavam-nos como SELVAGENS em função dos nossos costumes, maneira de falar e vestir.


Viajavam a uma velocidade incrível e já não é mais novidade nem causam espanto aqueles objetos aportando e nossa atmosfera. Nosso “primitivo” sistema de defesa não era útil para aqueles que se colocavam à luta.

Em troca de “cristaizinhos” sem valor e “caixinhas sonoras e luminosas” que só servem para entreter os bobos, levam nossas águas. É esta última o “OURO” desse tempo. Roubam-nos e levam nosso ouro para a COROA do seu império. Transforman-nos em sua colônia.

Nós enganamos quando pensamos que eram os “Salvadores”. Não são. São, assim mesmo como se autodenominam os DESCOBRIDORES.

Mas o que descobriram? Aqui já existia nosso Planeta, não? Tínhamos costumes, crenças, IDEOLOGIAS. Tínhamos o nosso PLANETA. Fomos DESCOBERTOS? Não! O máximo que pode ter acontecido é de termos sido ENCONTRADOS. Mas independente da nomenclatura, descobertos, encontrados, CONQUISTADOS, selvagens ou primitivos, hoje podemos afirmar que já não somos mais o que éramos.

Nosso Planeta que antes era a Terra já não tem mais esse nome, pois foi batizado de INDIGO pelos ESTRANGEIROS (Assassinos? Estupradores? Ladrões) que assim fizeram em função da cor que o mesmo apresenta quando visto do céu...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O esporte como método de educação e socialização de crianças e adolescentes e a importância do mediador nessa prática


O esporte hoje pode ser considerado como um dos maiores fenômenos sociais da atualidade sendo caracterizado desde uma forma elementar de socialização até uma variedade profissional onde participam psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais, fisioterapeutas, médicos, pedagogos, além dos próprios atletas e comissão técnica. ( Rubio et al.,2000 ).

Frequentemente abordamos o esporte como uma atividade em que estão envolvidos grupos ou indivíduos que competem entre si, e a vitória de um, comumente, acarreta a derrota do outro. Entretanto, tal atividade pode, além de ser empregada com esse caráter competitivo, ser usada como um eficiente método educacional e socializador de crianças e adolescentes.

É importante ressaltar que tal método pode ou não obter sucesso em seus objetivos em função da postura do mediador, pois esse tem papel central na prática esportiva e em seus resultados, visto que é esse que conduz tal processo.

Essa atividade além de estar voltada para o rendimento dos atletas nas competições, pode também ser usada para ocupar o tempo ocioso dos participantes, ajudar na socialização, integração, construção da cidadania e da identidade individual e grupal, aquisição de comportamentos assertivos, sofisticação de repertórios comportamentais aprendidos, além de contribuir para a melhora da coordenação motora e de qualidades físicas básicas.


( ... ) motivação, personalidade, agressão e violência, liderança, dinâmica de grupo, bem-estar psicológico, pensamentos e sentimentos de atletas e vários outros aspectos da prática esportiva e atividade física foram incorporados à lista de preocupações e necessidades de pesquisadores e profissionais. ( RUBIO, 2002,p.1 )


É possível e necessário que o mediador responsável pela prática esportiva-educativa, trabalhe, através de oficinas de dinâmica de grupo, palestras e outros meios, temas já citados acima uma vez que tais temáticas estão presentes tanto no setting esportivo como no mundo contemporâneo em que vivemos, onde impera a banalização da violência e a extrema competividade. O esporte sócio-educativo facilita, dessa forma um aprimoramento das relações interpessoais e convívio social dos participantes.

Na IV Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente realizada em Brasília em 2002, foram aprovadas em plenária final propostas com o compromisso de assegurar uma política nacional de cultura, esporte e lazer, de caráter universal, para as crianças e adolescente, que contemple a integração regional e a valorização da cultura local, garantindo recursos financeiros nos orçamentos públicos das três esferas de governo. Também o Estatuto da Criança e Adolescente no seu atigo 59 versa que os municípios, com o apoio dos estados e da União estimularão e facilitarão a destinação de recursos e espaços para programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude.

Diante disso, é crescente o número de projetos sociais que usam da prática esportiva como ferramenta para uma mesma proposta, propiciar o desenvolvimento biopsicosocial de crianças e adolescentes, como o programa Segundo Tempo, Esporte Esperança, Projeto Esporte Cidadão, estes citando apenas da cidade de Belo Horizonte.e todos norteados pelos mesmos princípios que apresentam como característica inclusão, participação e respeito mútuo dos envolvidos no processo.

Marques( 2000 ), nos apresenta, dentro de nosso contexto contemporâneo, duas maneiras pela qual a prática esportiva pode se apresentar: A prática pela prática e a prática educativa.

A prática pela prática segundo o autor, acarreta um grande risco para os praticantes, uma vez que de forma alienante reproduz o sistema vigente, e o que é pior sob a máscara de algo saudável, pois comumente dizem que esporte é saúde. A criança ou o adolescente submetido a esse tipo de mediação acreditará que o esporte em si dará conta de realizar as funções necessárias para seu desenvolvimento.

Seguindo a mesma lógica, não é raro, ultimamente, vermos as práticas esportivas associadas com a obtenção de lucros, comercialização de produtos, e ascensão social, onde os atletas são colocados como “escravos” de marcas e logotipos, quase como equinos marcados pelo ferro em brasa de seu dono, além de não serem preparados para uma vida após o término da carreira. Dessa forma, não é raro, no "país do futebol" vermos atletas atuais ou mesmo os egressos de seus clubes, seja em função da idade avançada, de contussões e outras causas,tendo uma vida amoral e desrregrada, sendo frequentemente foco da mídia sensacionalista.

Esse status social vem seduzindo jovens, que cada vez mais cedo, deixam seus lares e estudos de qualidade para tentarem, sob a promessa de “aliciadores” a sorte grande em algum clube de futebol. Além da exploração na maioria das vezes teem que conviver com uma frustração em função de não se mostrarem rentáveis para a sociedade esportiva.

Podemos facilmente exemplificar a explicação descrita acima, quando o esporte como exclusão vai desde a necessidade de escolha dos melhores (tecnicamente falando) para compor um grupo ou mesmo na disputa pelas vagas de titulares.

Percebemos também essa exclusão no que tange ao esporte tradicionalmente praticado nas escolas. Nestas situações, ao invés da atividade física ser uma oportunidade para que todos possam adquirir hábitos saudáveis, tem-se a reprodução do esporte competitivo adulto. Assim aqueles que não possuem repertório ou uma genética "adequada" não tem oportunidade e correm atrás de atestados que livrem-nos do "suplicio".

O Ministro dos Esportes, Agnelo Queiroz diz em entrevista à revista E.F do Conselho Federal de Educação Física- CONFEF, dentre outras coisas que, o esporte além de socializar, educar, socializar, desenvolver o intelecto, é um promotor de saúde. ( 2003 )

Cillo ( 2002 ) questiona as relações existentes entre saúde, atividades fisícas, esporte e psicologia, e diz:


Esporte, atividade física, saúde e psicologia. Quais relações podem ser feitas entre essas palavras? De um modo geral repetimos o mote Esporte é saúde sendo que nem sempre ele se aplica. Além das lesões decorrentes da prática cabe, também, refletir sobre o modo como a prática esportiva tem sido conduzida. Não precisamos ir muito longe para descobrir que muitas vezes essa é uma prática alienante, e que serve como instrumento de exclusão social. ( CILLO, 2002 )


De maneira alguma os autores querem passar a idéia de que o esporte é prejudicial para o indivíduo, mas dependendo da mediação, tal prática pode sim trazer prejuízos para o praticante.

A prática educativa oferece ao praticante a oportunidade do mesmo se deparar com experiências que envolvam autoconfiança, auto-estima, dentre outras que contribuam para o desenvolvimento de seu processo educativo, além de permitir a possibilidade de reflexão sobre a prática esportiva, onde gradativamente atribui sentido ao seu comportamento esportivo, pois é protagonista e constrói conjuntamente com técnicos, psicólogos, professores, ou seja, os mediadores, seu processo de socialização e desenvolvimento pessoal. ( MARQUES, pg 88 )

O ministro Agnelo, na mesma entrevista diz também que, a prática esportiva de forma continuada e com o apoio de instrutores só apresenta aspectos positivos.

O caminho para atingir esse objetivo, sem dúvida, vem da mediação que é feita pelo técnico/professor, pois ao trazer um repertório de possibilidades de ação, mostra a essa criança as características lúdicas presentes no jogo, o prazer que pode retirar da sua própria prática, a importância da cooperação para a conquista de objetivos comuns, a hora de e como competir, etc. ( ANIBAL, 2000 pg.93 )


Podemos sem mais problemas entender que o treinador é um mediador assim como os outros citados anteriormente.

( ... ) o trabalho interdisciplinar realizado pelos técnicos/educadores/psicólogos, pode contribuir, pois, agindo como mediadores das relações que a criança e o adolescente estabelecem com os outros e com o mundo, oferecem condições para contribuírem na formação de indivíduos capazes de agirem diante da realidade em que estão inseridos, refletindo sobre as ações que desempenham, construindo assim, o processo de identidade individual. ( Cillo, 2002, pg.3 )


Dessa forma, percebemos a importância da postura do mediador frente a prática do esporte, visto que, esse exerce influência direta na construção da identidade do praticante, pois pode contribuir conjuntamente com a formação de valores orientando para os desafios da vida a partir do que vivência no setting esportivo, trabalhando temas como cidadania, relacionamentos interpessoais, competição e cooperação. ( MARQUES, pg 90 )

De acordo com Cillo ( 2002 ), por mediação compreende-se poder tornar mais claro e presente as inter-relações da dinâmica esportiva, facilitando e explorando tais relações entre os atores participantes, e continua, versando sobre a importância do trabalho em conjunto, para que se aborde e complete as especificidades de cada área, na ciência que chamamos Psicologia do Esporte.

A Psicologia do Esporte tem como meio e fim o estudo do ser humano envolvido com a prática de atividade física e esportiva competitiva e não competitiva. Esses estudos podem abarcar os processos de avaliação, as práticas de intervenção ou a análise do comportamento social que se apresenta na situação esportiva a partir da perspectiva de quem pratica ou assiste ao espetáculo. ( RUBIO, 2002, pg.1 )


Dessa forma podemos concluir o importantíssimo papel do mediador, e como ele pode em função de seus comportamentos interferir no sucesso dos objetivos socializadores e educativos do esporte. É necessário também o trabalho interdisciplinar para que assim o sujeito possa ser abordado em todos os seus âmbitos, para que as mudanças de atividade venham acompanhadas de mudanças de consciência, pois o físico e o psíquico são duas faces de uma mesma unidade. Dar respaldo psicológico à pessoa que pratica o esporte é tão importante quanto lhe fornecer uma alimentação balanceada por nutricionistas.

Bibliografia e Referências Bibliográficas
Associação Municipal de Assistencia Social- AMAS http://www.amas.org.br

CASTRO, R.Ué! Onde foram parar as crianças? Caderno2/ Cultura. Jornal O Estado de S. Paulo, 24.10.99

CILLO, E.N.P. O desenvolvimento do projeto de psicologia aplicada ao esporte- Associação Fique Vivo/ FEBEM Tatuapé. São Paulo, 2002. www.projetoveredas.com.br

Estatuto da criança e do adolescente

FERREIRA, A.B.H. Novo dicionário Aurélio da língua portuguesa- Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986, p.403.

MARQUES, J.A.A. A iniciação esportiva como meio educacional por meio do trabalho interdisciplinar. Encontros e desencontros: descobrindo a psicologia do esporte. Casa do Psicólogo, São Paulo, 2000, pg 87- 96.

MARQUES, J.A.A e Kuroda, S.J. Iniciação esportiva: um instrumento para a socialização e formação de crianças e jovens. Psicologia do esporte: interfaces, pesquisa e intervenção. Casa do psicólogo, São Paulo, 2000, pg 125-138.

PACTO PELA PAZ. Propostas Aprovadas na Plenária Final. IV Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Brasília -DF, 2002, pg.12.

Revista E.F. Ano II. Nº 06. Março de 2003. pagina 16 à 19.

RUBIO, Katia. Origens e evolução da psicologia do esporte no Brasil.Biblio 3W, Revista Bibliográfica de Geografía y Ciencias Sociales, Universidad de Barcelona, Vol. VII, nº 373, 10 de mayo de 2002. http://www.ub.es/geocrit/b3w-373.htm [ISSN 1138-9796]

RUBIO,K.; QUEIROZ,C.; MONTORO,F.; KURODA,S.&MARQUES,J. A.Revista Metropolitana das Ciências do Movimento Humano. Vol.IV, nº1,2000 ( no prelo )

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A importância da relação terapêutica na psicoterapia comportamental

A psicoterapia comportamental, diferente de outras teorias como a Abordagem centrada na pessoa de Rogers e a Psicanálise de Freud, durante as primeiras décadas, não despendeu a devida atenção à relação terapêutica entre o terapeuta e o cliente.



Segundo Meyer ( 1990 ), para que uma terapia seja considerada comportamental é necessário que ela apresente níveis de análises essenciais que se encontram no nível metodológico, a análise funcional do comportamento, no nível conceitual, o conhecimento e a aplicação dos princípios do comportamento, e no nível filosófico, pelo menos a rejeição ao mentalismo.

A partir da década de 80, principalmente com os trabalhos de Kohlemberg e Tsai, os terapeutas comportamentais passaram a considerar o encontro entre terapeuta e cliente como uma importante variável no processo terapêutico e começaram a dar uma maior ênfase nessa relação. Anteriormente a esses pioneiros, o ambiente terapêutico era considerado de forma distinto do ambiente natural do cliente.( Cirino & Velasco, 2002 )

Kohlemberg & Tsai ( 2001 ), afirmam que, a partir de então, a terapia comportamental centra-se na relação entre o cliente e o terapeuta e que nessa interação são modelados novos comportamentos, além, de promover mudanças tanto em um quanto em outro.

Quanto melhor a qualidade dessa relação maior serão as mudanças alcançadas, pois muitos dos comportamentos inadequados ( queixas ) do cliente, e suas melhoras ocorrem dentro do setting psicoterapêutico como produtos dessa relação, e melhor será também a análise do terapeuta e mais eficiente será o processo para ambos.

Assim sendo, a relação construída através da interação dos envolvidos é que se torna alvo da psicoterapia comportamental. ( Cirino & Velasco, 2002 ).

Torna-se importante que não só o comportamento do terapeutizando seja analisado, mas também o comportamento do terapeuta procurando-se entender a função de cada um dentro da sessão. O Terapeuta não se apresenta nesse momento de forma neutra, pois, dentre outras coisas, é este que fornece ao cliente reforçadores. “Toda atitude do terapeuta, na relação com o cliente, tem influências sobre este que podem ser benéficas ou não.” ( Cirino & Velasco, 2002, pg 41 ).

Uma outra autora, Meyer ( 1990 ), afirma que o terapeuta deve estar sensível às contingências presentes naquele momento do processo terapêutico.

A relação terapêutica tem um caráter dinâmico, pois a cada momento é modificada pelos comportamentos do cliente e terapeuta, gerando novas contingências e constituindo novas relações.

Diante disso, Cirino & Velasco ( 2002 ) afirmam que terapeuta e cliente devem trabalhar juntos e quanto mais o primeiro conhecer do segundo maiores serão as chances de mudanças efetivas.

Não são raras as críticas direcionadas aos analistas do comportamento, e uma delas, é que estes são frios e distantes. Segundo Lipp (1995), é verdade que podemos encontrar analistas do comportamento com esses adjetivos, assim como podemos encontrar psicanalistas, existencialistas, e outros apresentando as mesmas características. “Tais características pertencem mais ao âmbito pessoal do que o da terapia comportamental. O terapeuta trabalhando na abordagem comportamental em geral é amigável e genuinamente interessado na pessoa do paciente.” ( Lipp, 1995, pg 113 ).

Cirino & Velasco ( 2002 ) afirmam que a relação terapêutica é uma relação de entrega e será o “calor” dessa interação que determinará um melhor ou pior andamento do processo.

Segundo Villani ( 2002 ), os comportamentos do terapeuta devem perpassar pela cordialidade e afetividade, para que o processo terapêutico se dê em um contexto agradável. O mesmo deve demonstrar interesse genuíno, para que não caia na artificialidade, aceitação incondicional, compreensão e apoio à pessoa do cliente.

A atitude do terapeuta comportamental deve ser cordial quanto ao paciente, tendo em vista que ele é um ser humano semelhante a ele e que qualquer superioridade técnica do terapeuta é algo muito específico que não transcende a relação terapêutica. ( ... ) é fundamental que o terapeuta tenha, no mínimo, apreço pelo paciente e respeite a sua individualidade.( Lipp, 1995, pg 115 )


Em concordância com a autora, Velasco & Cirino ( 2002 ) afirmam que o terapeuta comportamental deve eliminar da relação julgamentos de valores, punições e críticas, atitudes essas que são fundamentais, para o sucesso da relação terapêutica.

Os mesmos autores, continuam, dizendo que o processo psicoterápico se define pela existência de duas pessoas que falam e propõem soluções para os problemas de uma delas, o cliente. Esta relação requer intimidade, cuidado, respeito, confiança, cumplicidade e sinceridade. ( Cirino & Velasaco, 2002, pg 41 ).

Villani ( 1995 ) afirma que deve haver uma relação bilateral de empatia, um vinculo de confiança e um sentimento de parceria.

É importante também, de acordo com Lipp ( 1995 ) que o terapeuta comportamental, esteja ele mesmo em processo psicoterapêutico, para que possa assim se encontrar emocionalmente bem para fazer seu trabalho de forma adequada, além de, poder vivenciar e entender o processo terapêutico.

Villani ( 2002 ) também chama atenção para essa questão, uma vez que em processo terapêutico, o analista do comportamento pode promover aquisições e melhorias de repertórios comportamentais, como assertividade e equilíbrio emocional.

Uma outra questão importante é que na terapia comportamental as metas são explicitas e todos os objetivos terapêuticoas são discutidos com o cliente e é este, e sempre este quem determinará quanto e quando é a hora de mudar.

Contrário ao que muitos alegam não cabe ao terapeuta comportamental o estabelecimento de objetivos, mas sim auxiliar o paciente a ser mais específico em sua queixa que, na grande maioria das vezes, é muito geral, a fim de que os objetivos possam ser formulados.( Lipp, 1995, pg 113 ).

As metas devem ser estabelecidas conjuntamente pelo terapeuta e o cliente e devem ser periodicamente avaliadas, podendo ser alteradas ao longo do processo, de acordo com as novas contingências que forem se constituindo a partir da relação mantida por ambos, e será a qualidade desta relação que determinará a aceitação, a adesão e a confiança do cliente ao longo de todo o processo terapêutico. ( CIRINO & VELASCO, 1995, p 41)


Lipp ( 1995 ), diz que o terapeuta deve abrir um leque de opções de decisões para o indivíduo, para que dessa forma aumente as opções de ação do cliente. É valido ressaltar novamente que estas decisões devem ser do cliente, e sempre analisar as consequências positivas e negativas de cada uma das opções.

A terapia comportamental age assim no sentido de oferecer ao ser humano mais poder sobre seu próprio comportamento, e, consequentemente, aumenta seu livre-arbítrio. Deste modo pode-se garantir que a Terapia Comportamental contribui para aumentar a liberdade pessoal e produzir maior bem-estar ao ser humano. ( Lipp, 1995,pág. 112 )



PARABÉNS A TODOS OS PSICÓLOGOS PELO SEU DIA!!



Bibliografia
CIRINO, S.D; VELASCO, S.M. A relação terapêutica como foco da análise na prática clínica comportamental. In: Ciência do Comportamento: conhecer e avançar- vol1- ESETec, São Paulo, 2002.

KONLENBERG, J.R. & TSAI, M. FAP- Psicoterapia Analítica Funcional: Criando Relações Terapêuticas Intensas e Curativas. São Paulo: ESETec, 2001.

LIPP, M. N. Ética e psicologia comportamental. In B.P. Rangé ( org. ), Psicoterapia Comportamental e cognitiva. Pesquisa, prática, aplicações e problemas. Campinas, editorial Psy, 1995.

MEYER, S. B. Quais os requisitos para que uma terapia seja considerada comportamental? Universidade São Judas Tadeu. 1-4, 1995.
VILLANI, M. C. S. Considerações sobre o desempenho do terapeuta comportamental. In: A. M. S. Teixeira ( org ) e outros, Ciência do comportamento: conhecer e avançar.- vol1- ESETec, São Paulo, 2002.